Vive e trabalha entre São Paulo e Lisboa.
As aspirações da sua produção se encontram na inter-relação criada entre o indivíduo e seu meio, pautando suas histórias, trocas e resquícios em diferentes mídias, como fotografia, objeto, instalação, intervenções, vídeos e performances.
Com obras em acervos públicos e privados. Seu trabalho vem sendo exposto em instituições nacionais e internacionais como, CCSP- Centro Cultural São Paulo, MAM Bahia, MAC-USP, MARP Ribeirão Preto, MAC- Paraná e Jataí, Museu Amadeo de Souza Cardoso-Portugal, Córdoba, Badajoz, Madrid-Espanha, Perm – Rússia, Irlanda, México e Cuba. Em 2011 foi indicada ao 4º Prêmio CNI/ SESI Marcoantonio Vilaça, e também participou dos principais salões de arte no Brasil. Participou de residência artística em Borba, Coimbra, Canelas e Lisboa em Portugal e Irlanda no Leitrim Sculpture Centre, em 2005, 2006, 2007, 2012, 2015 e 2022.
EntreLíquidos
Vídeo
Duração 2’
Ano 2008
Imagens- André F. Gonçalo
Edição – André F. Gonçalo
Este trabalho faz parte do projeto “Da Nascente à Foz”, desenvolvido sobre o tema água.
Durante dois minutos a artista permite que lhe escorra pelo corpo, da cabeça aos pés,
volume de 120 litros de água em temperatura ambiente.
Este projeto trata de várias questões como; acúmulo, movimento, massa, excesso,
desperdício, tolerância, limite e uso consciente.
Essência
Vídeo
Duração 5’
Ano 2009
Imagens- Felipe Barros e Flávio Lamenha
Trilha sonora – Hélio Pisca e Erik Satie
Edição – Felipe Barros
Essência
“O que constitui a natureza das coisas, substâncias. Óleo fino e
aromático extraído de certos vegetais.”
Ao longo dos anos acumulamos, acumulamos, acumulamos,
conhecimento, responsabilidades, experiências, amizades, bens, numa
soma constante sem parar para pensar se vale a pena, se o acúmulo é
produtivo, se interessa este acúmulo ou não.
E de repente sentimos necessidade de nos livrarmos destes pesos, da
sobrecarga e calmamente vamos nos desapegando pouco a pouco,
deixando para trás as coisas que não tem mais importância e permitindo
aflorar nossa essência.
Inside/Outside
Câmera e edição – David Spence
colaboração – Marylin Reilly, Kathy O’ Leary e Mark Bradley
Duração 4:32 min.
País – Irlanda
Ano – 2007
Projeto desenvolvido em Manorhamilton, Irlanda. Trata-se da relação
dentro e fora, trabalhada pela artista plástica Angella Conte, onde ela
inverte as situações; uma, em que mostra ações intimistas que ocorrem na
rua, e outra, em que exibe ações urbanas protagonizadas dentro de um
antigo casarão abandonado.
Esse projeto surgiu ao ver um prédio consumido pelo tempo que estava à
espera de sua restauração. Apropriando-se deste rico material a ser
trabalhado a artista através de uma performance inverte as situações
Inside/Outside neste vídeo com 4’32’’ de duração.
Nem mesmo escuto a minha alma
Vídeo
Duração 7’59’’ (looping)
Ano 2012
Realizado em Lisboa, Portugal
Residência Artística Casa Jasmim Andaluz
Conceito, atuação e edição- Angella Conte
Equipe:
Eunice Artur
Luis Simões
“Que me deixem passar – eis o que peço diante da porta ou diante do
caminho. E que ninguém me siga na passagem.
Não tenho companheiros de viagem nem quero que ninguém fique ao
meu lado. Para passar, exijo estar sozinho, somente de mim mesmo
acompanhado.
Mas caso me proíbam de passar por ser eu diferente ou indesejado
mesmo assim passarei.
Inventarei a porta e o caminho. E passarei sozinho.”
Outro Tempo mesmo Tempo
Vídeo
Duração 4’20’’
Imagens, direção e edição-Angella Conte
2010
Trata-se de um vídeo com imagens gravadas no ambiente de
trabalho diário da artista.
São registradas
cenas cotidianas, estas mesmas cenas são
posteriormente projetadas, neste mesmo ambiente em outro dia
durante o trabalho da artista. Novas imagens são capturadas
fundindo-as e tornando uma só. Ao mesmo tempo o real e o
virtual.
Angella Conte
Vídeo
Duração:6’08’’
Ano 2010
Imagens- Angella Conte
Trilha sonora- suonato da Francesco Turrisi
Edição – Angella Conte
Que o Tempo Passe Vendo-me Ficar
“As coisas tangíveis tornam-se
insensíveis à palma da mão.
Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão”.
(Memória – Carlos Drummond de Andrade)
O passado se desconstrói no decorrer do presente; mas pode permanecer fiel à
memória.
Retornar a um determinado momento através de lembranças, fotos, objetos e
imaginação nos remetem a sensações já adormecidas pelo tempo.
Amor, felicidade e tristezas; permanecem no presente de quem costura sua
memória como um vestido antigo que se quer guardar.
Rotas alteradas
Angella Conte
Vídeo 7’35’
Projeto desenvolvido em Residência artística
Quarteirão das Artes em Montemor-o-velho, Portugal
2012
“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a
forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam
sempre aos mesmos lugares.
É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para
sempre, à margem de nós mesmos”
Fernando Teixeira de Andrade
Angella Conte
Sou tudo o que vive além de mim
7’22’’
2012
Projeto (Re)ocupação
Vídeo performance realizada em uma praça em São Paulo.
Este trabalho faz parte do projeto (Re)Ocupação, desenvolvido através do prêmio Bolsa
Incentivo do 62º Salão de Abril.
(Re)ocupação trata da interferência do homem na natureza e a resistência da natureza
tentando re ocupar o lugar que sempre foi seu.
Nesta performance, eu caminho entre as árvores com um cesto repleto de tarjas pretas, e
cada árvore, recebe uma tarja em seu tronco em sinal de luto.
Ações urbanas desenfreadas ocupam cada vez mais o espaço, e o verde cede o lugar para o
concreto e o cinza. A natureza guarda seu próprio luto.
Mostras: 2012 Holmfirsth Arts Festival 2012-Inglaterra
Vou como vim, só levando o meu nada
Vídeo
Duração 3’56’’
Trabalho desenvolvido em residência artística Estação Canelas
Captura de imagem e edição Mario Afonso e Eunice Arthur
Apoio
Câmara Municipal de Estarreja
Casa Museu Egas Moniz
Estação Viva
Portugal
2022
Viver exige um esforço muito maior do que simplesmente o ar que respiramos,exige viver desafios em terras desconhecidas, caminhar por outros terrenos,vivenciar novos costumes. Desafiar novos silêncios, murmurar frases quase inaudíveis e apreciar a camada fina de poeira que pousa sobre o tempo. Nolimiar da luz e da neblina, sem ruído vibram os espaços e surgem as coisas miúdas. Permita-se o simples, o pouco, o vazio, o cheiro das árvores, o frescor
da brisa, a umidade da chuva miúda. Vou como vim, só levando o meu nada. Vou só com meu silencio.